Não é vergonha de Deus, é diálogo com Deus.
Salve Rosarianos de
Plantão!!
Guilherme de Sá,
vocalista do Rosa de Saron, cedeu uma entrevista ao nosso
blog.
Na entrevista, Guilherme falou sobre como começou a se
interessar pela música, suas influências, a maneira
como ele compõe, o seu trabalho como produtor musical e
muito mais.
Como e quando surgiu o seu interesse pela música? E como foi a idéia de tocar e cantar pra Deus?
Vou contar de maneira
bastante resumida (senão acaba virando biografia
rsrsr!)
Comecei cantando no Grupo de Oração da Igreja Matriz
Santa Gertrudes, em Cosmópolis. Foi em 1991 e eu tinha 10
anos na época. Pulando bastante história - foi essa
iniciação na Igreja que me direcionou a entrar na
primeira banda que tive, o Hohenzollern (em alemão
“Auto Didata”), na época sem noção
musical nenhuma, apenas afinação e timbre. Em 1995
(já fora da banda) começa definitivamente meu
interesse por música. Começo a tocar violão.
Meu interesse foi tão grande que eu pulava o muro da escola
só pra ficar arranhando as cordas fora da escola. Esse foi o
marco. Tanto que eu costumo dizer que o único ano que a
escola me serviu pra alguma coisa foi o ano que eu repeti (que
não sirva de exemplo, pq não é...).
Então me mudei para Artur Nogueira e foi onde minha vida
teve seu encontro. Comecei à tocar no Grupo de
Oração (Rezek) onde (sem saber), a Tia do Eduardo
Faro pregava. Foi ela a responsável por tudo. Ela me levou
no retiro que mudou minha vida (já havia ido em mais de 10
retiros e nada...). Foi uma mãe por longos anos...Seu nome
é Darci Cairo e por causa dela eu comecei realmente tocar e
cantar pra Deus, muito antes dela entregar ao Eduardo minha fita
mal gravada que me pôs no Rosa.
Antes do Rosa de Saron você
já teve outras bandas?
Sim, oficialmente tive uma banda apenas, o Holyaholic (em inglês “viciado pelo sagrado” – termo tirado de Workaholic) - hoje é a Banda Sopro Vital (comuna no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17822342 ). Somos grandes amigos e foram os irmãos de caminhada que tive o prazer de conviver no Grupo de Jovens Profetas do Amor, minha grande experiência em viver em comunidade.
O que a banda Rosa de Saron significa
pra você como músico e como
pessoa?
Sabe aquela estória
do “estava escrito nas estrelas”? É isso
aí.
Impressionante, foi o conjunto de fatores que aconteceram para que
levassem nossas histórias à se cruzarem. As pessoas
chamam de destino. Nós chamamos de propósito.
Não sei até quando isso vai durar, sei que cada
momento no Rosa é único. E queira Deus que dure
muito, pois é uma aventura incrível...
Faça uma breve descrição dos integrantes.
O Duzinho é o “Willis”, o Lerão é o Turcão (o Dú tb é), o Grevão é o cavalo, o Abrão é o Lula-Molusco, o Jiló é a piada, o Merrinha não pode ser zuado (senão processa a gente) e o Zarzur é o Argentino Corinthiano (infeliz 2 vezes). O resto é resto e os detalhes são meus rsrsrs!...
Quais são suas
influências musicais?
Put`s cara, você
está me pedindo a Fórmula Secreta do Hamburger de
Siri!
É inegável que tive influências que marcaram
meu modo de raciocinar na Música como as baladas do Bon
Jovi, as letras do Renato Russo, a voz do Sebastian Bach (Skid Row)
e o gigante, enorme Guns `n Roses (completo em todos os quesitos,
menos ao vivo). Esses nomes foram moldando o Guilherme que existe
hoje.
Mas eu detesto sons antigos, mixes antigas e músicas que
não terminam mais. Música é uma coisa
complicada de se explicar. Pra mim é sentimento, mas o
sentimento é alheio ao sentimento alheio, cada um tem um
foco na Música. Não gosto de Heavy Metal e muito
menos Trash. Á ultima coisa que eu espero numa
canção é Técnica. Frases como
“nossa, o batera toca com pedal triplo prrrrrrrr”, ou
“vixe, o mano é Tenor 2xInfinito (é
irritante!)” me deixam de bode... Nego técnico ta
cheio por aí, falta equilíbrio musical. A base
serve a voz, não o contrário, o foco de uma banda
deveria ser sempre a letra e a voz. Infelizmente isso não
acontece muito por aí.
Hoje eu me baseio muito no rock moderno, gringo. Estou sempre
buscando coisa nova.
Por que a banda te apelidou como "máquina de fazer músicas"?
Porque pra mim a música é A + B = C. Eu componho e a música já sai pronta, arranjada. Claro que não me acomodo e busco sempre especificar o arranjo da melhor maneira possível. Deixo o principal por último: a Letra. Isso dá trabalho, pq além da metragem em relação a melodia (apenas um capricho) nós escrevemos o que nós vivemos. Seria muitíssimo fácil e cômodo escrever clichês religiosos ou passagens bíblicas, mas nós optamos pela originalidade e pelo lado poético das coisas. Você nunca vai ser um formador de opiniões se apenas ficar copiando as coisas. Não é vergonha de Deus, é diálogo com Deus. Eu particularmente gosto de escrever em 1ª pessoa, de forma que, quando alguém cante, cante para si mesmo. O cara que canta com todas suas forças, com toda sua sinceridade “Eu não consigo viver sem você”, Deus vem e faz um regaço, e essa é a verdade. O dia que nós soubermos ser sinceros com Deus, não existirá prece sem ser atendida, choro sem ser consolado nem dúvida à ser respondida.
Como é admnistrar o seu tempo tendo que conciliar os shows, seus compromissos pessoais e a família?
É algo que ainda não aprendi. Minha prioridade é Deus, é meu chamado, e muita vezes todos que me amam sofrem por isso. Quase não tenho compromisso pessoal, meu grande compromisso é meu namoro e família é de vez em quando. Muita gente reclama que não respondo e-mails, scraps e acabam me taxando de metido por isso, mas por exemplo, fazem uns 3 meses que fico em casa apenas na segunda-feira de cada semana. É muito, muito pouco pra reorganizar a vida.
Como você avalia seu primeiro trabalho como produtor musical, no cd Rosa de Saron - Acústico?
É praticamente
minha segunda produção. O Casa Dos Espelhos foi a
minha grande experiência, eu fiz todas as linhas de arranjos
desse trabalho, o Dalvimar Gallo produziu apenas os timbres e a mix
do cd porque veio tudo muito pronto.
Mas foi muito diferente ter meu nome no cd porque toda a
responsabilidade foi minha. Particularmente eu gostaria de ter tido
mais tempo, teve muita coisa que merecia mais, mas de modo geral eu
saí satisfeito porque conseguimos fazer um acústico
com nossa cara, nossa personalidade musical. Rosa de Saron
Acústico se parece com o Rosa de Saron, não com
Capital Inicial, Titãs, etc... Eu fugi de tudo que
caracteriza o Blues e o Jazz, hammond, gaita, percussão, os
acordes tétrades. E apelei para as cordas, e pianos. Inverti
a lógica de backing vocais e usei um padrão de
bateria totalmente diferente dos padrões
acústicos.
Foi gratificante ter no meu currículo um trabalho tão
tocante como esse. As técnicas ditadas acima só deram
ênfase ao Aspecto Canção do set list
acústico.
Eu tinha um cd na minha cabeça. E ele foi
concluído.
Deixe um recado pra galera que visita
o blog e curte o trabalho da banda:
Sou imensamente grato pelo
carinho que recebo diariamente de vocês amigos, seja via
e-mail ou na estrada. Muito obrigado por cada oração,
palavra amiga e paciência conosco! Eu adoraria ter mais tempo
para bater papo e jogar conversa fora com cada um de vocês.
Peço de coração que rezem sempre pela banda.
Ah, não me chamem de emo por favor! Emotivo é a nona,
eu num ixkrevú axiiim ou axadúú. Preconceito
besta...
...e Salve o Tricolor Paulista!
Abrass à todos...
Valeu Guilherme, obrigado pelo carinho para conosco e por se dispor a responder estas perguntas. Que Deus possa iluminar seu trabalho e sua vida! Paz e bem! Valeu a força, Hulk!
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mmuito boa essa entrevista, pois nós como fãs queremos sim, muito saber da vida deles... bju


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