Falar ou não falar de Deus?
Ser explícito ou implícito? Objetivo ou
subjetivo?
Quem nunca ouviu pelo menos uma pessoa ao escutar uma música
do Rosa de Saron perguntar: Isso é música
cristã? Que usuário assíduo do Orkut nunca se
deparou com esses comentários a respeito das músicas
do Rosa de Saron?
Segundo o jugo de muitas pessoas e até de músicos
católicos, a nossa música segue e deve continuar a
seguir um padrão irreversível. Muitas pessoas se
pudessem limitariam o mundo da música católica
à frases prontas e chavões. Não que falar de
Deus não seja importante, mas quando falamos demais corremos
o risco de tomar o Seu Santo Nome em vão. Será que
falamos tanto de Deus porque realmente desejamos demonstrar a Sua
presença? Ou será que falamos de Deus à fim de
esconder a sua ausência em letras que parecem sair de um
modelo de uma produção em larga escala?
Sem dúvida alguma falar de Deus é
importantíssimo e essencial. E de fato há realmente
bandas e ministérios que cantam isso de uma forma
ímpar e ungida. Em Romanos 10:14 está escrito: "Como
crerão naquele de quem não ouviram? E como
ouvirão, se não há quem pregue?" Porém
pregar é muito mais do que falar "Deus, Senhor", pregar
é falar e cantar a vida sob a ótica do evengelho.
Você conhece o livro de Ester do Antigo Testamento? Se ainda
não o conhece, leia e faça essa experiência. O
livro de Ester não menciona o nome de Deus uma vez sequer, e
narra uma história lindíssima a ponto de ter se
tornado parte do cânon como um livro inspirado por
Deus.
A espiritualidade e a religiosidade de uma composição
não podem ser medidas pela quantidade de vezes que o nome de
Deus é mencionado. Unção e espiritualidade nem
se quer são unidades de medidas como metro ou quilograma
para que possamos analisá-las quantitativamente. O ponto
chave é se a história e a experiência descrita
na música é contada de modo correto e narrada sob a
luz do evangelho.
Eis aí o desafio do Rosa de Saron: Cantar a vida, o amor, o
perdão, o inverno, a saudade, a esperança, as
lárgrimas, o dualismo... a partir de Deus. Músicas
que mostram o Sagrado mesmo sem dizer "Deus". São
músicas que para existir não precisam de
justificativa além do fato da sua própria
existência, pois só passaram a existir quando em um
ponto de suas histórias os seus autores puderam experimentar
Deus presente.
C.S.Lewis, um dos maiores escritores de todos os tempos, autor de
As Crônicas de Nárnia dizia que “é
possível criar uma obra impregnada de
percepções evangélicas sem detalhar o plano da
salvação, assim como é possível
demonstrar as alegrias de um casamento em que há amor, sem
exibir as fotografias”.
Pobre é aquele que precisa de um adorno pra mostrar que
é cristão, pois nossa fé antes de mais nada
deve estar explícita em nós, em nossos atos. O
Sagrado não deve ser o rótulo, mas o conteúdo
em si.
E aquele que conseguir enxergar sob a luz de Deus as letras do Rosa
de Saron, saberá que o Sagrado está contido em suas
composições.

EU QUERO SABER UMA PERGUNTA !!!!O GUI ESTÁ solteiro ou ñ?

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